BR 2013: Ponte Preta 0 x 2 São Paulo

Depois da acachapante eliminação da Libertadores/2013, o SÃO PAULO voltou a campo para a estreia pelo Campeonato Brasileiro/2013 em Campinas, contra o bom time da Ponte Preta, numa tarde de sol com agradáveis 25°c. Desfalcado de ROGÉRIO CENI e P.H.GANSO, NEY FRANCO mandou a campo o time num 4-3-3, esquema vencedor da Sulamericana/2012, atuando com SILVINHO e OSVALDO pelas pontas e LUÍS FABIANO centralizado, com JADSON atuando sozinho na armação. O SÃO PAULO buscava novos ares por um roteiro já conhecido…

E dois aspectos mereceram atenção:

1)     Foi um jogo de uma torcida só, a da Ponte. Tudo porque o setor destinado à torcida visitante estava em reformas e não pode ser utilizado. Ora bolas: não seria o caso de destinar outro setor para a torcida? Ou então mudar a sede da partida? É…

2)     A ideia esdrúxula, estapafúrdia de usar uma bola predominantemente na cor “coral”. Tal coisa seria justificável em jogos na neve. Além de horrorosa, totalmente inadequada. Francamente…

1º tempo

O SÃO PAULO começou o jogo “com fome”: com pouco mais de 30 segundos de jogo, CARLETO tentou chute de longe, a bola quicou antes de chegar ao gol e o goleiro Edson Bastos teve de fazer defesa difícil. A Ponte devolveu aos 4 minutos. Baraka chutou forte de fora da área, DENIS rebateu para o meio da área e Rildo, em impedimento, pegou a sobra e mandou para o gol, que foi bem anulado pela arbitragem.

Apesar do susto, o SÃO PAULO era melhor. Tocava bem a bola no ataque e confinava a equipe da Ponte ao seu campo de defesa. Até que o gol saiu, aos 8 minutos: escanteio cobrado por CARLETO, LÚCIO subiu mais que todo mundo e, soberano, martelou a bola em direção às redes: SÃO PAULO 0×1!

A Ponte tentava responder e até dava algum trabalho com Willian, mas era o SÃO PAULO que ditava o ritmo da partida.

Aos 14, RODRIGO CAIO ganhou forte dividida no meio-campo e passou para OSVALDO, que adiantou demais e permitiu a cobertura do bom zagueiro Cléber. Na sequência do lance, Chuquinho apareceu na entrada da grande área, recebeu a bola e chutou forte, para excelente defesa de DENIS, que mandou para escanteio. Na cobrança, Cléber escorou de cabeça, para fora.

O SÃO PAULO apresentava um bom futebol. Aos 17, depois de boa troca de passes rápidos, LUÍS FABIANO recebeu na intermediária e de um “balãozinho” com exímia precisão na bola, fazendo-a viajar por cima de toda a defesa da Ponte e mirando SILVINHO. O rápido atacante dominou e deu um chapéu em Edson Bastos. Quando ia tocar para o gol, foi desequilibrado pela marcação de Cléber e perdeu a chance de gol. No mínimo, um lance polêmico. Porém, para o escriba foi pênalti, e claríssimo.

Atrás no placar, a Ponte tentava pressionar, mas a defesa do SÃO PAULO, bem postada, não dava chances.  RODRIGO CAIO e DENÍLSON não davam sossego para o setor de criação da Ponte, que ficava um tanto quanto “acéfala” em campo, insistindo em jogar pela direita do seu ataque, setor onde a marcação do SÃO PAULO estava bem encaixada.

E a arbitragem, aos 31, marcou falta inexistente de LÚCIO sobre Rildo, com amarelo para o zagueiro tricolor, que fazia excelente partida, frise-se. Aliás, convém mencionar que naquela altura, os dois zagueiros do SÃO PAULO já continham cartão amarelo no prontuário.

A Ponte pressionava, mas ficava á mercê dos contra-ataques do tricolor. Aos 33 minutos, rápida jogada do SÃO PAULO e JADSON recebeu boa bola dentro da grande área. Bateu firme e alto, mas para fora. No minuto seguinte, em nova jogada de velocidade, DOUGLAS fez fila na entrada da grande área e deixou a bola para RODRIGO CAIO. A bola foi de pé em pé e OSVALDO encontrou OSVALDO na esquerda, que passou para JADSON, em profundidade. O camisa 10, marcado pela linha de fundo, fez o giro e cruzou para o meio da área. LUÍS FABIANO subiu e cabeceou bem, mas fraco e Edson Bastos fez a defesa. Bom lance do SÃO PAULO!

A Ponte voltou a assustar aos 37: Willian recebeu no meio da defesa e avançou pela intermediária em velocidade. Pressionado, viu que iria perdeu o lance para a zaga e adiantou o chute, batendo da entrada da área, rasteiro, com muito perigo. A bola saiu no pé da trave direita de DENIS.

O fato é que o SÃO PAULO tinha mais de poder de marcação no meio-campo e não dava muitas liberdades para a Ponte. Aos 42 minutos, RODRIGO CAIO interceptou passe na meia cancha e na sequência SILVINHO foi lançado na direita. O rápido atacante triangulou pelo meio e, quando ia invadindo a grande área, foi derrubado pela zaga: pênalti! Na cobrança, JADSON foi para a bola e mandou no ângulo direito de Edson Bastos. Indefensável: SÃO PAULO 0X2!

Até que, aos 46 minutos, o apitador acabou com o primeiro tempo. O SÃO PAULO, embora sofrendo alguma pressão da Ponte Preta, foi superior e os dois gols de vantagem deram ares de justiça à primeira etapa. Ressalte-se o trabalho de RODRIGO CAIO: é cedo para dizer se é o volante que o time precisa, mas dentre todos que temos no elenco, está claro que ele vem pedindo passagem à frente de todos.

2º tempo

O SÃO PAULO veio para o segundo tempo com a mesma formação que terminou o primeiro.

A Ponte demonstrou mais ímpeto nos primeiros minutos. Atrás no placar, a macaca queria tirar o prejuízo e Rildo era o jogador mais perigoso, com duas finalizações, uma delas de cabeça, que obrigaram DENIS a intervir para manter o placar.

Aos 9 minutos, DOUGLAS, quase sumido no primeiro tempo, apareceu na cara de Edson Bastos e finalizou mal, nas pernas do goleiro da Ponte.

A Ponte insistia, desta vez com Willian. Aos 10 minutos, o centroavante dominou na entrada da área, de costas para o gol, girou e bateu forte, por cima da meta de DENIS.

E então aos 13, Edson Silva dominou errado na defesa e viu Rildo passar à sua frente e roubar-lhe a posse de bola. Já tinha amarelo e fez falta boba, sendo expulso corretamente. Na cobrança, a bola foi mandada para a área do SÃO PAULO e a defesa afastou. A Ponte, que já pressionava, com um a mais certamente iria ainda mais para cima.

Aos 15 minutos, NEY FRANCO sacrifica SILVINHO para recompor o setor defensivo, mandando PAULO MIRANDA para o jogo.

O SÃO PAULO até tentava equilibrar na partida, mas quase sempre parava em Cléber, que era o senhor da defesa no segundo tempo.

Aos 20, Alemão recebeu passe de Chiquinho no meio da zaga e, cara-a-cara com DENIS, finalizou fraco, rasteiro, quase atrasando para o goleiro DENIS, que caiu e fez a defesa.

DOUGLAS estava sumido e quando aparecia, errava o que tentava. Até os 21, quando em bom passe, deixou LUÍS FABIANO em boa posição para finalizar e, não fosse corte providencial da zaga, o camisa 9 do SÃO PAULO faria o terceiro.

Aos 22, bate-rebate na área da Ponte Preta e quase o SÃO PAULO marcou o terceiro. O SÃO PAULO já dava mostras de ter equilibrado a partida. NEY FRANCO fez as duas últimas alterações do time no jogo. OSVALDO e LUÍS FABIANO saíram para as entradas de WELLINGTON e ALOÍSIO, respectivamente.

Apesar de ter um jogador a menos, o SÃO PAULO jogava uma partida bastante segura, ajudado, é verdade, pela partida ruim da Ponte Preta, que não lembrava, nem de longe, o time insinuante do Campeonato Paulista/2013.

Cicinho quase não aparecia no jogo. Parecia desinteressado em campo.

Mas só a Ponte jogava.

E usar a desculpa de ter um jogador a menos não era justificativa plausível, ainda que a defesa se comportasse muito bem, como fazia até os 38 minutos. Faltava postura e organização ao SÃO PAULO, para articular o jogo ofensivo que praticamente inexistiu no segundo tempo. O SÃO PAULO abdicava do jogo e correria os riscos do “não jogar”.

WELLINGTON e ALOÍSIO foram oásis no deserto do segundo tempo, para o SÃO PAULO. Trocaram passes no meio campo e foram até a intermediária, quando o centroavante bateu firme, mas em cima da zaga. A bola sobrou para WELLINGTON que, pela esquerda do ataque, tentou colocar uma curva na bola, bateu cruzado, mas para fora.

Aos 42 minutos, WELLINGTON merecia ter sido expulso pela insanidade de quase ter dividido, ao invés da bola, a perna de Cicinho ao meio. E o volante já tinha cartão amarelo.

Ineficiência, seu nome é Ponte Preta! O time de Campinas tentava, tentava e tentava. Mas errava, errava e errava. Isso quando não parava no excelente sistema defensivo tricolor, que mesmo dando alguns espaços para a Ponte trocar passes até a intermediária, congestionava a entrada da área e parecia ter erguido um muro na meta tricolor.

Até que, aos 49 minutos, o apitador colocou fim à estreia do SÃO PAULO no Campeonato Brasileiro/2013. Em síntese: o SÃO PAULO, se não foi brilhante, foi eficiente. Este time precisa de confiança, precisa adquirir “milhagens” de vitórias e ter conseguido um bom resultado fora de casa, contra a Ponte Preta, foi um alento para tudo o que o time sofreu neste primeiro semestre.

Por: Paulo Martins

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